Sexta-feira, Junho 13, 2008

TU E EU !!

És tu que foges?
Sou eu que te fujo?
Não o sei
Sim o que sei, é que não luto!
Farto de lutas, assim estou
Carrego-me a mim,
Mas faço-o por ti.
Calado apenas, observo-te
Passando por mim, sinto-te
Numa dor, que mais parece um calor,
Num calor, que transparece um frio!
Falam-me, que não te percebem
Junto-me a elas, quando te digo que também não,
Em sentimento de amor ,
Arrasto-te com valor...
Andando por palavras
Sigo a avenida de sonhos
A quem me pergunta,
Respondo, que por tudo passei!
Solidão, consequência de sonhos!
Magoas ardentes, resultado de caminhos!
Escritas de tolos?
Se o passas-te , não o dirás!
Para mim ,
Basta estar para o ser,
Destino o meu , ser como existo,
Para tal limito-me a crer!
Enfim aqui estou,
Para sempre?
Não certamente,
Mas para ti, eternamente!!

Escrito por luis veloso em 20:15:31 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, Maio 26, 2008

O livro que estou a ler

Neste momento estou a ler o livro “Os piratas” de Manuel António Pina.

Até agora estou a gostar bastante.

Este livro quando estamos a ler faz-nos lembrar quando somos crianças que estamos numa ilha e estamos rodeados de água e de névoa.

E isto está num sítio desconhecido dentro de nós

Escrito por luis veloso em 09:26:36 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Maio 23, 2008

Serenata em dó maior

A minha vida é uma cena triste

dessas que se fazem numa praça

por causa duma mulher…

Todos passam, todos olham

e sorriem da paixão…

Mas o namorado insiste:

- Minha senhora, responda:

Sim ou não!

Sim ou não!

 

Ah! Mas a senhora não responde!

Porque não é resposta aquela esperança

dada num vago talvez

E o pobre pobre-diabo

leva a mão ao coração

E diz:

- Minha senhora

mate-me duma vez…

 

A minha vida é isso e muito mais

em direcção ás cartas e aos sinais

de aprender a namorar…

Foi tudo colhido em mim

porque eu sou um pobre Adão

a começar….  

 

 

 

Miguel Torga

Escrito por luis veloso em 11:01:55 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Dia mundial do livro

 

 

Os livros são a paixão que explodem ao lermos no nosso pensamento.

Escrito por luis veloso em 12:46:30 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Glossário do Teatro

Cenário
Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser construído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a história se passa.


Comédia
Peça de teatro de crítica social. O seu objectivo é fazer rir o espectador.


Peça
Texto que serve de base à representação.


Teatro
Lugar onde se representa peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento.


Acção
Assunto, enredo, intriga, história (s) de uma peça de teatro.


Acto
Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.


Actor
Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.


Cena
Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.


Cenógrafo
Responsável pela criação/execução dos cenários.


Didascália
Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.


Guarda-roupa
Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.


Papel
Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.


Contra-regra
Aquele que marca a entrada dos actores em cena.


Deixa
Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.


Aparte
Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens.


Bastidores
Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada onde se guardam os adereços e outros materiais.


Contracenar
Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo.


Palco
Parte do teatro onde os actores representam.


Ponto
Pessoa que, durante a peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das falas.


Público
Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.


Autor/Dramaturgo
Autor de peças.


Caracterizador(a)
Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.


Director(a)
Responsável máximo por uma companhia de teatro.


Encenador (encenação)
Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papéis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original.


Figurinista
Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteados e outros complementos).


Fotógrafo (fotografia)
Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.


Luminotécnico
O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.


Produtor (produção)
Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.


Sonoplasta (sonoplastia)
Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.
Escrito por luis veloso em 12:35:42 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Abril 03, 2008

Aventura na America do Sul

- Ah, não posso mais.

-Ora então porquê?

 Porque já estou cansada e também tenho medo de entrar nesse mato grosso, parece que faz arrepiar o pêlo.

Foi que então que Roberto Clark de muito insistir convenceu Margarida e continuaram o seu trajecto.

Nessa selva, chamada selva amazónica que Roberto Clark e Margarida avistaram de longe tribos a combater entre si, e foi um cenário completamente assustador que eles nunca mais se queriam lembrar. Mas no outro lado da selva era tudo diferente havia paisagens deslumbrantes e realmente bonitas com animais exótico, enormes cascatas e também o grande rio amazonas e que nessas aguas profundas e escuras existiam animais muito perigosos como anacondas e piranhas.

Passaram a selva amazónica e prosseguiram para a Argentina visitar o melhor amigo de Roberto Clark desde criança.

Em Buenos Aires eles iam numa rua e dentro de momentos aparece uma carrinha preta e para em frente deles e abre-se a porta e saíam dois homens e levem margarida, de seguida Clark pega num carro e vai atrás deles, ele iam com muita velocidade e que dentro de momentos Roberto tem um acidente e perde-os de vista.

Clark vinha da polícia e chaga ao hotel e tinha uma cassete em cima da cama, Roberto pega na cassete e ouvia com muita atenção e chegou apenas uma vez para ouvir um ruído parecia uma estação de comboio e ouve uma segunda vez e tem a certeza.

Ele foi como se fosse um foguete e chega á estação e apercebe-se de uma janela rosa e viu margarida a pedir socorro e ele como era muito corajoso e forte vai ao prédio, mas encontra o seu amigo que treinava boxe e chama-o e conta-lhe a situação de margarida.

Vão os dois ao prédio arrombaram a porta e combateram os raptores e recuperaram Margarida.

E ela diz:

- Nunca mais saio do meio rico Portugal.     

Escrito por luis veloso em 12:41:01 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Março 13, 2008

Homem transportado e o cadáver de uma mulher

Quis-te tanto que gostei de mim!

tu eras a que não serás sem mim!

vivias de eu viver em ti

e mataste a vida que te dei

Por não seres como eu te queria.

Eu vivia em ti o que em ti eu via.

E aquela que não será sem mim

tu viste-a como eu

e talvez para ti também

a única mulher que eu vi!

 

 

 

 

Almada Negreiros  

Escrito por luis veloso em 12:47:18 | Link permanente | Comments (0) |

A meio pau

Queria mais um amor. Escrevi cartas,

 Remeti pelos correio a copa de uma arvore,

Pardais comendo no pé um mamão maduro

- coisas que não dou a qualquer pessoa -

E mais que tudo, taquicardias,

Um jeito de pensar com a boca fechada,

Os olhos tramando um gosto.

Em vão.

Meu bem não leu, não escreveu,

Não disse essa boca é minha.

Outro dia perguntei a meu coração:

O que que há de durão, mal de chagas te comeu?

Não, ele disse: é desprezo de amor.

 

 

 

Adélia prado

Escrito por luis veloso em 12:37:53 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Março 07, 2008

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar alem do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

 

Fernando Pessoa

   

Escrito por luis veloso em 11:50:23 | Link permanente | Comments (0) |

Poema do futuro

Conscientemente escrevo e, consciente, medito o meu destino.

 

 

No declive do tempo os anos correm, deslizam como água, até que um dia um possível leitor pega num livro e lê, lê displicentemente por mero acaso, sem saber porquê.

Lê, e sorri.

Sorri da construção do verso que destoa no seu diferente ouvido;

 

 

Sorri dos tempos que o poeta usou onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo; e sorri, quase ri, do íntimo sentido,

Do latejar antigo

Daquele corpo imóvel, exhumado

Da vala do poema

 

 

 

Na História Natural dos sentimentos

Tudo se transformou.

O amor tem outras falas,

A dor outras arestas,

A esperança outros disfarces,

A raiva outros esgares.

 

 

Estendido sobra a página, exposto e descoberto,

Exemplar curioso de um mundo ultrapassado,

É tudo quanto fica, é tudo quanto resta

De um ser que entre outros seres

Vagueou sobre a Terra.

 

António Gedeão

 

Escrito por luis veloso em 11:49:48 | Link permanente | Comments (0) |