O filho pateta.
Era uma vez uma mulher que tinha um filho a quem deus parecia ter-se esquecido de dar inteligência
Um dia, mandou-o a uma aldeia vizinha comprar uma agulha.
No regresso a casa, encontrou um companheiro com uma cesta de canas de milho-miúdo á cabeça e perguntou-lhe aonde havia de guardar a agulha, para não a perder.
- Mete-a aqui na cesta – respondeu-lhe, a brincar.
Evidentemente que, quando chegaram a casa, de agulha nem sombra; foi como encontrar uma agulha num palheiro!
- És mesmo burro! Porque é que não a espetaste na manga da camisa para não a perderes? – Perguntou-lhe a mãe irritada.
Uns dias depois, mandou-o guardar um pouco de banha de que precisava para fazer o comer.
Lembrando-se da recomendação da mãe enfiou-a na manga da camisa.
- Porque não a meteste numa vasilha? Mesmo que derretesse, aproveitava-se – disse-lhe a mãe.
Quando a mãe mandou-o buscar um cachorro a casa de uns parentes que viviam longe, ele meteu num cântaro, como a mãe lhe tinha lhe dito e tapou bem para o bicho não sair: resultado chegando a casa o cachorro morreu por asfixia.
- És mesmo desastrado! Porque não puseste uma trela no pescoço do animal, nem que fosse de rastos? – Retorquiu-lhe a pobre da mãe.
Dias depois, a mãe mandou-o ao talho comprar uma perna de gazela. Lembrando-se da recomendação da mãe, atou-lhe um cordel ao jarrete e arrastou-o pelo caminho. Só que os cães, atraídos pelo cheiro da carne, atiraram-se a ela e, quando o rapaz chegou a casa, só levava o osso.
A mãe passou-se dos carretos:
- Onde está a carne?
Está ali… - responde o rapaz, apontando para o osso preso ao cordel.
Moral da historia:
«Ensinar um maluco é arranjar lenha para se queimar.»