Monday, September 29, 2008

Fernando Pessoa

Teu canto justo que desdenha as sombras

Limpo de vida viúvo de pessoa

Teu corajoso ousar não ser ninguém

Tua navegação com bússola e sem astros

No mar indefinido

Teu exacto conhecimento impossessivo


 

 

Criaram teu poema arquitectura

E és semelhante a um deus de quatro rostos

E és semelhante a um deus de muitos nomes

Cariátide de ausência isento de destinos

Invocando a presença já perdida

E dizendo sobre a fuga dos caminhos

Que foste como as ervas não colhidas.

    

 

Posted by luis veloso at 21:03:52 | Permalink | Comments (1) »

Reino

Reino de medusas e água lisa

Reino de silêncio luz e pedra

Habitação das formas espantosas

Coluna de sal e circulo de luz

Medida da balança misteriosa.  

  

Posted by luis veloso at 20:55:10 | Permalink | No Comments »