O Comboio
Era verão, um dia abrasador, o dia mais quente do ano e eu como já tinha planeado desde do natal era um dia perfeito para mim.
Cheguei á estação de Barcelos com um único destino Pontalier, uma pequena vila onde morava o meu tio.
Cheguei ao comboio e reparei que era diferente dos outros, sentia que era especial, que me fazia ser único.
Entro no comboio e vou para minha carruagem, logo depois de eu entrar vem uma bela rapariga jovem de cabelos loiros óculos de sol e um cão pisteiro, e sentou-se ao meu lado. Chamava-se Leonor era de Arcozelo.
O comboio começou a andar e a conversa também.
Estava a olhar para a paisagem do exterior e disse-lhe que era magnífica.
E ela disse: - quem me poderá ver.
E disse-lhe: - porque?
Ela disse: - ainda não reparaste! Sou cega.
E disse-lhe: ah! Desculpa, olha como te sentes? Qual a sensação? O que te diferença faz na vida? Não te atrapalha?
E ela disse – sinto-me como tu mas não posso ver? A minha sensação é mais medo porque não podes ver aquilo que os outros me podem fazer, bem ou mal. Se queres saber não me faz diferença nenhuma há sempre uma solução. Enquanto ela falava eu olhava para decoração do compartimento da carruagem que estava forrada com um tecido feito á mão. E ela continuava:
Não me atrapalha nada, com o meu cão sempre por perto a guiar-me sei para onde vou. Chegamos ao destino com uma linda paisagem dos Alpes suíços, e ela disse-me:
Ser cego é uma dificuldade só tens de a ultrapassar de resto é fácil.
Despedimos nos nunca mais tendo visto.